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sexta-feira,
15 de janeiro de 2010 >>
Visão
Mundial oferece ajuda ao Haiti
Organização parceira da Garimpo Editorial está angariando recursos no Brasil para auxiliar vítimas do terremoto
Logo
depois do terremoto que devastou várias cidades
no Haiti, no dia 12 de janeiro, a Visão Mundial
(VM) iniciou um trabalho de ajuda humanitária ao
país. A organização, presente no
Haiti há trinta anos, conta com 370 funcionários,
agentes de emergência e uma equipe já preparada
em todo o país, mas está recebendo ajuda
de suas representações. A VM do Brasil também
está enviando ajuda em forma de recursos financeiros,
fundamentais para suprir as necessidades imediatas dos
milhares de desabrigados. Toda doação é
importante, e se você deseja ajudar as crianças
e as famílias haitianas por intermédio de
uma organização com credibilidade e transparência,
acesse agora mesmo o site da Visão Mundial (www.visaomundial.org.br)
ou deposite sua contribuição em uma das
contas bancárias disponíveis: Bradesco (Ag:
3206-9; C/C: 461666-9) e Banco do Brasil (Ag: 0007-8;
C/C: 16423-2). Para transferências e DOCs, o CNPJ
é 18732628/0002-28.

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O
terremoto atingiu 7 pontos na Escala Richter. Até
o dia 15 de janeiro, estimava-se em 50 mil o número
de mortos. Milhares de pessoas ficaram sem moradia
e precisam, com urgência, de atendimento médico,
água potável, abrigo e alimentos.
As crianças estão ainda mais vulneráveis
nesta tragédia e muitas podem ficar separadas
de suas famílias. As agências de ajuda
enfrentam grandes desafios logísticos para
ajudar as pessoas |
afetadas.
Além da mobilização da equipe da
Visão Mundial no Haiti, mais pessoas da organização
estão chegando para participar das atividades de
socorro, distribuindo kits de primeiros socorros
e materiais básicos, como sabão, cobertores,
roupas e garrafas de água potável como parte
da resposta inicial. Foram enviadas 73 toneladas de kits
de sobrevivência pela Visão Mundial dos Estados
Unidos, presidida por Richard Stearns, cujo livro A
grande lacuna, que trata da responsabilidade de todos
pela promoção da justiça e da dignidade
no mundo, será lançado em março pela
Garimpo Editorial.
Segundo Celso Fernandes, diretor nacional da Visão
Mundial Brasil, nosso país está engajado
desde a primeira hora no trabalho de auxílio ao
Haiti. "Temos grande afinidade com aquela nação.
Além do apoio brasileiro na reconstrução
do Haiti, a VM Brasil desenvolve, desde dezembro do ano
passado, um projeto em conjunto com a VM local e com o
Banco Interamericano de Desenvolvimento. Ou seja, a solidariedade
é anterior, mas ela se intensifica na emergência",
diz.
Celso Fernandes explica que, em função dos
problemas logísticos o aeroporto haitiano, por
exemplo, está operando de maneira precária,
e a comunicação com a ilha ainda é
difícil , a melhor maneira de os brasileiros ajudarem
é oferecendo ajuda financeira. "Temos pessoas
no Brasil à disposição, mas como
já há equipes da Visão Mundial trabalhando
lá, nossa mobilização deve ser otimizada.
Esse dinheiro é fundamental para a aquisição
de mais alimentos, medicamentos, água potável
e lona para barracas." Ele lembra ainda que muitas
pessoas querem ajudar financeiramente, mas não
têm certeza de que o dinheiro irá para o
destino certo. "Por isso, sugerimos uma coalizão
de esforços. Como já temos a Visão
Mundial mobilizada e se trata de uma organização
de grande credibilidade, o melhor a fazer é concentrar
nela essas contribuições. Assim podemos
potencializar o trabalho de auxílio às vítimas",
diz.
A Visão Mundial advertiu que a situação
da infância no Haiti poderia se deteriorar como
resultado desta crise. Milhares de crianças no
Haiti vivem em regime de semi-escravidão e centenas
de milhares carecem da atenção e cuidado
dos pais. O país está entre os piores indicadores
de saúde e educação do Ocidente,
e os níveis de violação de direitos
das crianças são alarmantes. "Estamos
muito preocupados pela proteção e bem-estar
das crianças", afirmou Amanda Rives, assessora
regional de Incidência, Advocacy e Posicionamento
para América Latina e Caribe. "Um terremoto
dessa magnitude é uma experiência muito traumática
para a infância. Muitas crianças e adolescentes
podem ter sido atingidas ou estar separadas de suas famílias.
Nossa prioridade é assegurar que as necessidades
físicas e emocionais da infância sejam asseguradas
tanto agora quanto nas próximas semanas."
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