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terça-feira,
02 de março de 2010 >>
"Os
homens passam e os livros ficam"
Morreu José Mindlin, empresário e bibliófilo que legou ao país uma extensa coleção de obras e a paixão pela palavra escrita
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Quem gosta de ler entende bem o prazer que José
Mindlin morto no domingo, 28 de fevereiro,
aos 95 anos sentia na literatura. Era um
homem que imaginava um Brasil envolvido por livros.
Formou uma das mais impressionantes bibliotecas
particulares que se tem notícia no Brasil: 40 mil
volumes, incluindo obras de literatura brasileira
e portuguesa, relatos de viajantes, manuscritos
históricos e literários (originais e provas tipográficas),
periódicos, livros científicos e didáticos, iconografias
e livros de artistas (gravuras).
Paulistano, filho de judeus, advogado de formação,
desde os 13 anos Mindlin já lia |
clássicos
e teóricos, como o Discours sur l'histoire universelle,
de Jacques-Bénigne Bossuet, de 1740. Em 2006, ano em que
foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, Mindlin
doou à Universidade de São Paulo (USP) toda a sua extensa
coleção de obras brasileiras. Em homenagem, ela passou
a ser chamada de "Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin".
O amor incondicional que tinha pelos livros marcou a história
do país. As ações de Mindlin representam
uma boa herança de incentivo cultural para a humanidade.
O homem que também construiu, no início
da década de 1950, uma das mais importantes indústrias
de autopeças do país, a Metal Leve, dizia:
"Em um mundo sem livros, eu não gostaria de
viver." |
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